


Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008
Entrar num BLOG, ler o texto e não comentá-lo é como ir na casa de uma pessoa e sair sem se despedir.
Linhas Tortas
É engraçado... Deus escreve certo pelas famosas linhas tortas. O problema é que estamos acostumados com retas que, aos nossos olhos, são mais suaves e fáceis de assimilar. Quando começa a dar volta daqui, rococó dali, pronto, ta feita a confusão e, com isso, tudo aquilo que Papai do Céu tenta nos dizer parece uma coisa meio que falar grego com troiano ou esperanto com aborígenes na Austrália.
Meu sonho sempre foi ser jornalista. Estar nos lugares onde as coisas acontecem e escrever sobre elas, quem sabe, até, noticiá-las, diretamente, de algum carro de emissora transmitindo ao vivo e à cores. E eu não me formei em Jornalismo, andei pelos lados obtusos e sinuosos dos números, convivi com o petróleo minha vida toda e lá se foi um desejo que mais me pareceu um sonho não concretizado.
Ano passado o ramo do petróleo, em ampla expansão, resolveu que eu não mais faria parte do mundo dos petrodólares. E eu me vi na rua, sem eira e nem beira, perguntando pra Deus quando Ele traçaria uma reta pra eu, pelo menos, levantar e prosseguir? Ficar andando em torno do rabo ou do umbigo nessas “linhas tortas” é complicado, ainda mais depois de um tombo! Mas, a vida seguiu, eu me reergui e fui à luta como pude.
Finalmente, uma oferta de emprego surge e, o mais interessante, num Jornal. Não para escrever ou qualquer atividade que usasse a minha criatividade, mas para administrar a parte financeira e geral do mesmo. Eu, finalmente, teria a chance de respirar e conhecer as entranhas de uma redação. Olha Deus colocando uma régua onde, antes, só existia compassos e transferidores!!!!
Me surpreendi nesse jornal. Aqui nada se cria, tudo se copia ou se refaz. Aquelas fontes secretas que víamos em filme e que entregavam os nomes famosos e furos de reportagem, aqui se chama Internet ou Google. Não se levanta a bunda da cadeira para fazer uma reportagem, exceto, se for festa para coluna social... E aí eu me pergunto se eu que tinha uma idéia hollywoodiana de jornalismo ou se, de fato, mas não de direito, esse é o jornalismo da era moderna? Se for assim, eu posso ser jornalista sem diploma e escrever o que me vier nas idéias. Basta acessar a Internet, montar umas fotos e dizer que eu sou assim, ó, com o entrevistado famoso!
Que decepção! É, olha as linhas tortas aí de novo...
Por Andréa Feder às [9:28 AM]
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Quarta-feira, Janeiro 16, 2008
Entrar num BLOG, ler o texto e não comentá-lo é como ir na casa de uma pessoa e sair sem se despedir.
Meu erro foi ter nascido!
"Essa casa não é minha e nem é meu este lugar... Estou só... E não resisto..."
O ser humano sabe ser cruel como ninguém. Ele sabe como puxar o tapete de nossos pés com a mesma facilidade com que nos colocou numa redoma de vidro feita para objetos de rara beleza e de valor incalculável. Ele nos reduz a pó depois de nos erguer nas alturas. Ele nos transforma em resto, do tipo que o gato enterra, mesmo tendo nos tratado, um dia, como o prato principal, o manjar dos deuses!
E como ser humano que sou nas mãos desses, também, classificados como seres humanos, não sei se me sinto pasma ou envergonhada de ser quem sou. De acreditar nos seres que agem como eu, que se envolvem como eu, que acreditam como eu, mas que não possuem sentimentos como eu, que não saem da mesma forma com que entram, pela porta da frente, como eu.
Aí, me pergunto: Por que ando na contra-mão da vida, meu Deus? Pra tomar porrada a cada esquina e sair machucada? E a resposta se apresenta de forma simples: Porque a vida já está no seu curso, já nos apegamos a ela como ela é, com nossos traumas que já sabíamos que teríamos, nossos medos, nossas fantasias que nunca deixamos de sonhar. Estamos, querendo ou não, condenados a ser quem somos, porque, infelizmente é tarde demais, já nascemos!
Podemos, claro, ficar mais leves e aprender a conviver com nossas fraquezas, mas isso é coisa para os mais sábios, não para mim que insisto em ser humana em meus sentimentos mais primários. No máximo, para ocultar minha grande falha, troco os meus problemas pelos problemas dos outros e finjo que tudo está bem. Mas eu sei que não está e isso não resolve meu problema, ao contrário, só piora.
Quando a questão é sexo, o que pode nos salvar do ser humano nem tão humano assim? Só mesmo não nascer nos privará do sofrimento. Uma vez nascidos, tarde demais! Perdemos nossos cinco sentidos, não evitamos que nossos olhos vejam outros corpos, que nossos narizes sintam outros cheiros, nossas mãos toquem outras pessoas, que sintamos o gosto delas e ouçamos o que elas têm a nos dizer. Vivemos um curto-circuito de sentimentos que ora nos impele para frente, ora nos derrota e nos empurra para baixo.
O problema é que nos transformamos em mais que seres humanos e nem tão humanos, mas em homens e mulheres que insistem em extrair alegria de onde nunca existiu sensação ou querência para tal. Que teima em sentir carinho onde, sequer, existiu tesão. Que vê alegria onde só brotam dificuldades, onde neste carnaval de sentimentos que se oferece, paixões e melancolias são colocadas à nossa frente, ao nosso dispor, para optarmos entre incorrer nos mesmos erros ou acertar uma única vez.
Todos, inclusive eu, esquecemos que somos seres normais e estamos tentando nos manter de tal forma na essência. Com braços, pernas, alma, principalmente a alma! E por mais que tentem, por mais que seja tarde já que nascemos e disso, não temos como escapar, não conseguem nos transformar em pedras, parede ou concreto frio. Podem tentar mudar nossas cabeças, nos arregimentar, nos influenciar, nos detonar como pessoas por acharem que somos maleáveis. Mas, tirar de nós a humanidade, proibir que nos entreguemos ao amor, à tentativa de continuar a sonhar, a de continuar a acreditar que existam seres humanos de verdade, que nos permitam sonhar, cultivar o nosso lado mais puro e selvagem é o mesmo que impossível. Só se não existíssemos... Tarde demais, infelizmente, já nascemos!
Por isso, "Vou seguindo pela vida, esquecendo de você... Tenho muito que viver... Vou querer amar de novo e se não der não vou sofrer... Já não sonho..." Mas um dia, volto a sonhar, porque, já nasci... Tarde demais para evitar-me!
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Trechos da música Travessia e do texto de Martha Medeiros de um Domingo qualquer. Mas a alma e o sentimento, esses são meus...
Por Andréa Feder às [11:12 AM]
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Quarta-feira, Janeiro 09, 2008
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Fashion Rio
Mais uma edição do Fashion Rio está rolando na cidade maravilhosa. Claro, tudo muito seleto, nas internas dos corredores e passarelas montados em alguma paisagem paradisíaca dentre todas as mais belas opções que a cidade pode oferecer. Alguns poucos, ou seria, alguns muitos desocupados e pseudo-estilistas de plantão, disputam os flashes que espocam cada vez que uma mulher com mais de 1:80 m de altura e menos de 53 quilos passa entre a multidão.
" - Deve ser a ... aquela, como é mesmo o nome... aquela, gente, famosíssima... Olhem só a classe, os olhos, as pernas (paus de virar tripas!)... sim, é ela! Nossa! Será que a câmera do meu celular conseguiu captar o jeito dela andar (igual a uma palmeira em dia de ventania)?"
" - Não a-c-r-e-d-i-t-o! Aquele ali... É ele! Quem? Não creio!!! Você não está reconhecendo? ..."
Além desses diálogos típicos de tiete, outros são ouvidos e não menos culturais, quanto o primeiro:
" - Nossa, achei aquela sobreposição de peças o must. Claro, afinal, essa cultura pós-moderna é característica dele! Agora, me fala, aqueles estampados transparentes para os homens são, simplesmente, o luxo! "
Nas primeiras filas, as cadeiras são disputadas quase entre tapas. Artistas, membros da sociedade emergente , detergente e a pouco experiente, tentam sentar-se coladinho, num bate coxa com algum famoso não menos emergente e que desce pelo ralo com o anonimato de detergente. E na passarela, luz que lá vem ela... A über-euro-fashion-star com seu andar peculiar causando frisson até mesmo em quem não entende nada de qualquer coisa!
Sob a ótica pós-moderno-cibernética, hermenêutica sorumbática e psicodélica de meus conhecimentos de estilismo, aquela jóia não combina em nada com um boné, esse mix (e não mistura) fashion (e não moda). Mas, sob o ponto de vista pseudo-analítico, faz sentido que a über-euro-fashion-star faça tanto sucesso. Afinal, nessa terra brasilis tupiniquim, quem consegue sair e se tornar uma über (afinal, o que é ser uma über de verdade?) e ter uma conta bancária recheada de contratos firmados em euros, tem mais que ter todas as lentes e flashes voltados pra ela... O povo não gosta de lixo e sim de luxo!!! Lixo, já basta a vida que se leva, já insinuava Joãozinho Trinta, o estilista do samba!
Por Andréa Feder às [8:05 AM]
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Sexta-feira, Janeiro 04, 2008
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Tic - Tac
"- Esse barulho, irritante, está conseguindo me deixar louca!"
"- Que barulho?"
" - Esse tic-tac que não pára! Onde está o relógio pra eu quebrar?"
" - Que barulho? Que relógio? Você está maluca?"
Tic-tac faz o relógio dentro de mim... Acho que ele quer me dizer uma coisa, aquela frase que sempre cito: O tempo não pára. Disso eu sei! Não precisa me lembrar!
Olho o espelho e vejo meus cabelos começando a ficarem coloridos com o branco. Quero crer que seja o branco da paz que tanto sonho encontrar, seja em mim, seja nos outros lugares desse mundão de Deus! Olho meus olhos e neles conto as rugas das noites mal dormidas, pensando nos problemas inúmeros e de aparente falta de solução. Antes fossem rugas de risos, gargalhadas dadas e ecoadas ao vento, propagando alegria aos corações. Vejo sulcos em minha testa e em redor dos meus lábios. Sim, já dei sorrisos, mas estes não deixariam marcas tão profundas. Só posso crer que foram causados por lágrimas que não desejei derramar, mas derramei e como um escultor, seu entalhe em meu rosto marcou.
Amei pouco, mas amei muito, intensamente, alucinadamente. Entretanto, não sei se disse o bastante. Preferi agir, mas nem sempre as ações são vistas. As palavras marcam mais que gestos só que, estas, dizem os entendidos, se vão com o vento! Devo ter dito coisas certas em momentos de vendaval e feito coisas tão pequenas que não deram ao meu amor o seu real valor e tamanho.
Tive perdas, das concretas que vão para nunca mais e das que foram rios passageiros que desaguaram em meu mar. Sorri, vivi, dei, recebi e ... passaram, se foram e não vão mais voltar. O que é bom, acaba.
Aliás, o que é bom o tempo corrói. O que é preciso nunca é o suficiente. O que bastaria não é tão necessário. As marcas seguem deixando recados em meu rosto e corpo cansados. E o barulho do tic-tac me lembra que não adianta pensar no que foi. Tenho que agir para ver e viver o que ainda virá!
E há de vir! Basta acreditar!
Por Andréa Feder às [7:07 PM]
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Segunda-feira, Novembro 26, 2007
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Estou Doente
Estou com sintomas que denotam uma doença e que não tem cura. Sinto frio no estômago, tremor nas mãos que estão suadas. Perco a fome assim como perco o sono. Passo horas de minhas noites olhando para o teto em um quarto escuro e consigo ver cores: as cores rosa das flores, azul do mar, verde da esperança quando uma planta que nasce e branca da paz de espírito que não tenho tido, embora com esse antagonismo, me faz a mais feliz das mulheres porque me faz sentir que estou mais viva do que nunca.
Não quero ir ao médico porque vão me virar do avesso e eu sei o que tenho. Meu problema está no coração que se pegou apaixonado como um coração adolescente e sem medo de ser feliz. Daquele que pensa em loucura e deseja realizá-la, chegando a ponto de propô-la, sem medir conseqüências dos seus atos insanos. Daquele que não teme o infinito porque este parece não existir. Daquele que olha o horizonte e este parece estar tão perto quando, na verdade, é tão impossível. Daquele que não pede nada e quer oferecer tudo o que tem e que é nada também. Queria estar ao lado de quem está tão longe. Queria dar carinho e amor e receber só isso. Mas, sinto que estou doente. Estou doente, de amor por alguém que nunca vou poder ter.

Por Andréa Feder às [5:57 PM]
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Sexta-feira, Novembro 09, 2007
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Quero estar na sua vida !
Quero estar na sua vida, mas nem amiga, nem amante. Nem tão perto, nem distante. Quero na sua vida ser, somente, importante.
Não interessa por qual porta eu entre. Quero entrar na sua vida docemente, me instalar delicadamente.
Quero estar na sua vida, esteja ela alegre ou conflitante, tranqüila ou angustiante.
Quero ficar na sua vida por um longo tempo, estar presente em todo momento.
Quero guia-lo sempre que você achar que está difícil de enxergar. E toda vez que as lágrimas quiserem brotar, e que você não conseguir secar, quero estar na sua vida de um jeito diferente.
Nem de costas e nem de frente. Caminhando lado a lado num silêncio acomodado.
Aberta para ser pra você seu sol e seu entardecer. Sua noite e seu amanhecer.
Quero estar na sua vida, discreta, mas sempre com a porta aberta. Sempre pronta pra lhe receber, faça chuva ou faça sol.
Dentro de você quero ser na sua vida, eterna, mas nunca lhe prender, nem lhe pertencer, nem lhe escravizar, nem lhe fazer sofrer.
Quero estar na sua vida daquela maneira que sonhamos ser possível a expressão "por uma vida inteira".
Sem cobranças, sem vinganças, sem grandes metas.
Viajando apenas numa reta .
Somente presente ... eternamente !
Acho que essa é a terceira vez que publico algo que não seja meu, isto é, não tenha sido escrito por mim. Mas, ao ler essa declaração de amor explícito, me vi nela. Por isso, seja lá quem for o autor, eu agradeço por ter me retratado e peço desculpas por usá-lo nesse humilde espaço.
Por Andréa Feder às [5:30 PM]
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Nasci em 21/11/62, sou escorpiana o que significa que sou a emoção em forma de gente. Amo cantar, tanto que gravei um CD independente que busca se tornar dependente de alguma gravadora que queira acreditar no meu sonho. Da mesma forma, escrevo aqui e ali e um dos meus objetivos é, um dia, publicar minhas crônicas e poesias. Nasci e moro em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, sou casada e tenho dois filhos lindos, a razão de meu viver!
Como sou de escorpião, não sou feita só de emoções positivas, infelizmente. Dou um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair dela. Sou uma pessoa feliz, sou das artes e, um dia, serei uma estrela. Por enquanto, sou famosa só para a família e poucos amigos conquistados ao longo desses anos. Mas, quem sabe o dia de amanhã... O futuro, a Deus pertence! Então, deixa eu correr atrás do meu lugar ao sol! E você, quer vir comigo... Embarque pois, no meu sonho! Sempre cabe mais um quando o rumo é a Felicidade!
Sou uma pessoa normal e que ainda tem muita fé no ser humano. Busco, através da escrita, mostrar um pouco do que sou e de meu pensamento. Conto os
meus "causos" e com sua ajuda, dando sugestões e comentários, vou me aprimorando como pessoa. Obrigada, antes de tudo, por estar aqui!
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